Tudo no seu tempo,
Tudo no tempo do Pai.
A lembrança é grande...
Parece que a dor não se esvai.
O tempo não esvazia
A saudade que insiste
Em manter a chama viva,
Desse amor que sobressai.
Ai de mim se não percebo,
Que me trás um aconchego,
Quando imploro o teu apego,
A transmitir-me tua paz.
Mãe!
Por todos nós que ficamos,
Neste planeta, neste plano...
Sei que hoje muito faz,
Intercedendo junto ao Pai,
Às necessidades que buscamos.
Obrigado por ter sido minha mãe.
Que estejas sempre junto ao nosso Deus.
Junto à Maria e todos os Santos.
Iluminando-nos e dando-nos sabedoria.
Amém.
*foto tirada em 29mar2007
quarta-feira, 3 de julho de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Lápis Coração Canção!
Cavando teu cerne,
Encontro teu coração.
Grafite que formam palavras,
Através de nossas mãos.
Que venham prosas e versos,
Que venham realidade ou ficção;
Coloca-nos todos imersos,
Em sonhos de inverno e verão.
Grafite que és diamante,
Nos traga sempre adiante,
Nosso brilho mais radiante,
Nosso sonho de união.
Por Donaldo Santos Junior, em 9abr2013.
imagem: via rede social.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Primavera!
Ante a letargia do inverno,
Numa espera paciente,
A flora hiberna.
O Trópico de Capricórnio recipiente,
De repente,
Acarinha o sol que se faz presente.
Com um toque sublime e quente,
Intensamente,
A magia dá o rebento à semente.As águas que do céu chegam,
Cheia de bençãos, vidas florescem.
Com amena temperatura aconchegam,
As abundantes espécies que crescem.
A Natureza responde exuberante;
Com múltiplas cores, formas e olores.
Viventes, na delicadeza de um beijo ardente,
Amantes acolhem e fecundam esplendores.
Com tons e versos verdejantes,
Cria-se vida altiva,
A envolver-nos em poesia viva...
Ahhhh! A vida.
Desfrutar múltiplos sons em harmonia,
Pólens em carreatas majestosas,
Encantada felicidade anuncia.
Ahhhh! A vida.
O milagre acontece a cada detalhe,
Cativa o espírito que se deleita,
Fita o explendor em cada entalhe.
No seu rebento único,
Múltiplo,
Saboreamos o fruto da vida.
O verde em fotossíntese,
Energia,
Renova o oxigênio da lida.
Assim o jardim se refestela,
Extasia-se,
De flores, frutos e olores.
Chegou a Primavera.
Intensamente viva,
Todos os seus sensores.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Criança Livre
O Super estava tranquilo.
Carrinhos poucos e corredores múltiplos...
A pressa me fez lembrar nossos passeios preguiçosos;
Nas tardes, quase noites de dias de feira.
Mas era Domingo.
Diferente das outras vezes,
Estavam eu e o carrinho...
O carrinho e eu.
Às vezes sendo puxado,
Às vezes, empurrado...
Empurrado pelas lembranças,
Puxado pela esperança.
Devaneios de adulto criança...
Caminhos entremeados em trança.
Escolhi o saco de carvão.
Dez quilos seria o suficiente para o fogarel.
Carne e Azeite numa ponta,
Pão noutra e algo mais que faltava.
O chocolate pra fechar a oitava.
Não me vi quando nesta jornada,
Entre o carvão e o Azeite,
As rolemãs ganharam velocidade.
Lembra?
Sem acompanhar minha caminhada,
Deixei que a Criança desse o deleite...
Voei junto com a irracionalidade.
kkkk!
De lá para o pão, um trisco.
Do pão pro chocolate, outro risco.
Olhares fuzilantes dispararam.
Na quietude do espanto não me barraram.
Estava feito o inusitado.
Pra chegar no caixa, outro estado.
Eu sorria por dentro e pagava o adulto.
A caixa? Mantinha um olhar abestado...
Zulei..,
kkkkkk
Zuliiiiii... rsrs...
E pra parar?
Derrapei em curva até estacionar.
Bem rente à trazeira do descarregar.
Tornei-me mestre na direção de carrinho de super.
Lembrei da cor de meus cabelos...
Meu sorriso se abriu...
A lembrança voltou...
Quando te empurrando pelo estacionamento...
Teu semblante e sorriso eram só encantamento.
Ali,
Todos ao redor em lamento,
Sem entenderem o acontecimento.
Questionavam-se!
Por não terem este desprendimento,
De mesmo adultos se tornarem crianças,
Criança LIVRE, com sentimentos...
Nem que seja por algum momento.
Colhi toda a mercadoria;
Agradeci às rolemãs pelo passeio,
Bati a tampa da mala que ia,
E embora fui pelo mesmo veio.
Carrinhos poucos e corredores múltiplos...
A pressa me fez lembrar nossos passeios preguiçosos;
Nas tardes, quase noites de dias de feira.
Mas era Domingo.
Diferente das outras vezes,
Estavam eu e o carrinho...
O carrinho e eu.
Às vezes sendo puxado,
Às vezes, empurrado...
Empurrado pelas lembranças,
Puxado pela esperança.
Devaneios de adulto criança...
Caminhos entremeados em trança.
Escolhi o saco de carvão.
Dez quilos seria o suficiente para o fogarel.
Carne e Azeite numa ponta,
Pão noutra e algo mais que faltava.
O chocolate pra fechar a oitava.
Não me vi quando nesta jornada,
Entre o carvão e o Azeite,
As rolemãs ganharam velocidade.
Lembra?
Sem acompanhar minha caminhada,
Deixei que a Criança desse o deleite...
Voei junto com a irracionalidade.
kkkk!
De lá para o pão, um trisco.
Do pão pro chocolate, outro risco.
Olhares fuzilantes dispararam.
Na quietude do espanto não me barraram.
Estava feito o inusitado.
Pra chegar no caixa, outro estado.
Eu sorria por dentro e pagava o adulto.
A caixa? Mantinha um olhar abestado...
Sorria!!!
Rapidinho!
Colhi o furo da nota na conferencia,
Solicitei ao dito a gentileza da entrega,
Mas na força do cargo deu dispensa.
Zulei!
Zuliiiii..
ihhhhh!
Estava eu a caminho,
Estavam eu e o carrinho,
O carrinho e eu;
Tomando velocidade no pátio,
Até chegar ao destino.
Rapidinho!
Colhi o furo da nota na conferencia,
Solicitei ao dito a gentileza da entrega,
Mas na força do cargo deu dispensa.
Zulei!
Zuliiiii..
ihhhhh!
Estava eu a caminho,
Estavam eu e o carrinho,
O carrinho e eu;
Tomando velocidade no pátio,
Até chegar ao destino.

Zulei..,
kkkkkk
Zuliiiiii... rsrs...
E pra parar?
Derrapei em curva até estacionar.
Bem rente à trazeira do descarregar.
Tornei-me mestre na direção de carrinho de super.
Lembrei da cor de meus cabelos...
Meu sorriso se abriu...
A lembrança voltou...
Quando te empurrando pelo estacionamento...
Teu semblante e sorriso eram só encantamento.
Ali,
Todos ao redor em lamento,
Sem entenderem o acontecimento.
Questionavam-se!
Por não terem este desprendimento,
De mesmo adultos se tornarem crianças,
Criança LIVRE, com sentimentos...
Nem que seja por algum momento.
Colhi toda a mercadoria;
Agradeci às rolemãs pelo passeio,
Bati a tampa da mala que ia,
E embora fui pelo mesmo veio.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
1º Ano de Minha Mãe
Só o tempo para nos amainar a dor da perda.
A perda, nos traz nos traz a descrença.
A descrença? O vazio.
Que nos traz a solidão.
Pra suprir a solidão, buscamos a Palavra!
Que vem com a fé. Com a crença.
Nasce então a avença.
Que por sua vez nutre a resiliência.
Algo que nos faz mais forte.
Entendemos então que a morte!
Faz parte da natureza humana.
Mas não da Divina.
Entendemos que a vida!
Prospera em luz e energia...
Numa dimensão que ainda não compreendemos,
Mas existe!
A Espiritual!
A verdadeira vida é essa.
A terrena!
É uma ilusão que passa.
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